By Carlito Paes
Somos seres de decisões! Como um hábito natural, usamos nossa mente para tomar decisões o dia todo e com isso fazemos escolhas, algumas fáceis e outras bem difíceis, e em muitos casos, nossos maiores problemas são derivados de decisões e escolhas erradas ou precipitadas. O brasileiro já traz na sua cultura a praticidade, o que é bom, mas por vezes somos muito emocionais e precipitados, tomamos decisões com a razão, quando deveria ser de forma espiritual, ou mesmo tomamos com o coração, quando o correto seria com a razão.
Muitas decisões que tomaremos agora terão implicações o ano todo ou mesmo a vida toda. Vejamos como poderemos ser mais efetivos em nosso processo de decisões. Em especial na área de trabalho, todos se esforçam para obter sucesso e há muitas pseudo-fórmulas para se alcançá-lo. Sucesso é fazer escolhas sábias. F. W. Boreham disse: ”Tomamos decisões e, depois, elas nos modelam.” Por isso, cada decisão envolve um elemento de risco e nem sempre podemos prever o resultado. Você está tendo que tomar decisões difíceis nestes dias?
Para tomarmos decisões sábias, verifique estes oito princípios que aprendi com um amigo norte-americano chamado Rick Warren. Tente seguir estes oito passos, extraídos do livro de Provérbios na Bíblia:
Passo 1: Ore por orientação (princípio da inspiração). Comece pedindo a Deus que o auxilie a enxergar segundo Sua perspectiva do problema. Intuição geralmente nos leva ao erro. Quem confia em si mesmo é insensato, mas quem anda segundo a sabedoria (de Deus) não corre perigo (Provérbios 28.26).
Passo 2: Obtenha fatos (princípio da informação). Não tome decisões desinformado. Antes, descubra o máximo que puder de informações relevantes. Todo homem prudente age com base no conhecimento (Provérbios 13.16). Compre a verdade e não abra mão dela, nem tampouco da sabedoria, da disciplina e do discernimento (Provérbios 23.23).
Passo 3: Peça conselhos (princípio da consultoria). Se possível, fale com alguém que já tenha passado pelo mesmo risco. É sábio aprender pela experiência e mais ainda aprender com a experiência de outras pessoas! Não é necessário aprender tudo da maneira mais difícil. Os conselhos são importantes para quem quiser fazer planos (Provérbios 20.18). A mente do homem sábio está sempre aberta para receber o conhecimento e o seu ouvido aberto para ouvir novas idéias (Provérbios 18.15).
Passo 4: Estabeleça sua meta (princípio da seleção). Certifique-se de compreender a razão e o propósito da decisão que está para tomar. Não persiga dois coelhos ao mesmo tempo. O homem de discernimento mantém a sabedoria em vista, mas os olhos do tolo vagueiam até os confins da terra (Provérbios 17.24).
Passo 5: Calcule os custos (princípio da avaliação). Isso se chama risco calculado. Pergunte a si mesmo: (1) Isto é necessário? (2) Quanto vai custar em tempo, energia e dinheiro? (3) Vai valer a pena? É uma armadilha consagrar algo precipitadamente, e só pensar nas conseqüências depois que se fez os votos (Provérbios 20.25).
Passo 6: Prepare-se para enfrentar problemas (princípio da preparação). Lembre-se da Lei de Murphy (“se algo pode dar errado, vai dar”) e lembre-se que Murphy era um otimista! Não ignore os problemas: eles não vão ignorar você! Sendo assim, esteja preparado. Quem sai à guerra precisa de orientação (Provérbios 20.18). O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências (Provérbios 22.3).
Passo 7: Enfrente seus medos (princípio da confrontação). Ter medo não é sinal de fraqueza, é sinal de humanidade. Coragem não é ausência de medo, mas seguir em frente apesar dos medos. Quem teme o homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro (Provérbios 29.25).
Passo 8: Tome a decisão! Vá em frente! (princípio da iniciação). É neste ponto que você deve parar de falar e passar a agir. É preciso começar. Dedique a Deus tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos (Provérbios 16.3).
Que este ano seja marcado por sábias e bem-sucedidas decisões em sua vida!
Extraído do site "Artigos do Pr Carlito Paes".
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Morre um gênio
Marion Strecker
De San Francisco, California
Há menos de 24 horas, certos blogueiros precipitados e jornalistas pessimistas ("jornalista pessimista" é um pleonasmo, certo?) saíram por aí falando cobras e lagartos sobre o fato de a Apple ter lançado nesta terça-feira (4) o iPhone 4S, em vez de um smartphone chamado iPhone 5.
Foi o primeiro lançamento depois da recente renúncia de Steve Jobs como CEO (principal executivo) da Apple, para se tratar de um câncer gravíssimo. Auditório pequeno, só para jornalistas americanos. Teste de fogo para o sucessor que Steve Jobs deixou na empresa: Tim Cook.
Ninguém viu o tal esperado iPhone 5, ninguém sabe o que será um iPhone 5, mas esses blogueiros e jornalistas já se decepcionaram com o iPhone 4S, que mal ou nem viram.
(Foto - Fã acende vela para homenagear Steve Jobs em frente à loja da Apple em Nova York, EUA)
O mundo de alta tecnologia, feito de inovação constante, seja boa ou seja ruim, é assim mesmo. Igualzinho ao mundo das bolsas de valores, em que os suspiros e as expectativas podem valer muito mais do que fatos reais, concretos e palpáveis. Para muitas dessas pessoas, o instante vale mais do que o longo prazo. Mesmo que seja uma ilusão. Dinheiro fácil e rápido é mais importante do que obra duradoura, bem para a humanidade, essas coisas.
Enquanto nesta terça textos na internet davam conta de uma queda momentânea de 5% nas ações da Apple, que fecharam o dia com queda da ordem de menos 0,5% (nenhuma grande coisa), quase nenhum desses textos informava qual foi o aumento da ação da Apple nos últimos seis meses, um ano ou dois anos. Impressionante! Fez muita gente rica!
Steve Jobs tinha seus defeitos. Era autoritário. Sabia humilhar subordinados que não atendiam seus altos níveis de exigência de qualidade, como fez recentemente com o cabeça do Mobile Me, serviço de "cloud computing" (armazenamento e sincronização de informações na "nuvem", ou seja, em computadores remotos que nem sempre sabemos onde estão). Dizem que o cara foi demitido na frente da equipe, com Jobs furioso, reclamando de quanto ele manchou o nome da Apple.
Eu mesma sou/fui uma vítima do Mobile Me, embora seja uma usuária e admiradora da Apple. Entendo perfeitamente as razões de Jobs ter chegado a esse extremo, embora não aprecie a forma como tudo se deu. Não havia uma maneira de ter evitado os erros ("bugs", em computês) do Mobile Me ANTES do lançamento do produto? Vou ganhar um ano grátis do iCloud (que vai substituir o Mobile Me em breve), como brinde (que não solicitei) pelos problemas que passei.
Mas Steve Jobs era um gênio. Na minha opinião, Jobs era "o" gênio do chamado Vale do Silício, também conhecido como Bay Area, Califórnia. Sem paralelo. Sem sucessor, por mais que eu aprecie o trabalho que Mark Zuckerberg esteja fazendo com o Facebook.
Como ninguém, Steve Jobs soube entender a pessoa comum e criar aparelhos e sistemas que amplificaram o entretenimento, além do mundo do trabalho.
O centro da Apple era e é o usuário final. Usabilidade, esse palavrão que hoje é termo corrente em qualquer empresa de internet ou de sistemas, sempre foi a praia da Apple. Usabilidade quer dizer algo fácil de usar. Como uma geladeira: abre e pronto. Ou adivinha como usar, sem precisar ler manuais.
A última da Apple, nesta terça, foi justamente ter incorporado um serviço chamado Siri (dando crédito a uma empresa que a Apple comprou ano passado). Siri é uma assistente eletrônica que entende comandos de voz e responde perguntas ou executa tarefas como: “Leia para mim o e-mail que chegou agora”, “Preciso sair de guarda-chuva hoje?” ou “Me acorde às 6 da manhã amanhã”, por exemplo.
Por mais que a Microsoft tenha copiado a Apple ao lançar o seu sistema operacional Windows, nunca o Windows chegou ao patamar do rival. E Bill Gates, o antigo CEO da Microsoft, sabe bem disso. Tanto que comentou nesta quarta que o mundo raramente vê uma pessoa do calibre de Steve Jobs, capaz de provocar impactos tão profundos, com efeitos que serão sentidos nas próximas gerações. "Para aqueles que tiveram sorte o suficiente para trabalhar com ele, foi uma insana grande honra. Eu sentirei uma falta imensa de Steve Jobs", disse Bill Gates para o jornal "The New York Times".
Quando até os arquirrivais são obrigados a tirar o chapéu, aí está o homem.
Extraído do site Uol Mais.
"Aos que estranharam esta reportagem," eu não poderia deixar de prestar esta homenagem a este gênio visionário.
Pr Dener.
Vale a pena ver este vídeo
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