quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A sociedade brasileira e o estupro do BBB.

By Renato Vargens

Os jornais, a TV e as mídias sociais estão noticiando um caso de estupro no Big Brother Brasil. Segundo a Folha de São Paulo o brother Daniel, foi expulso por ter molestado sexualmente uma das participantes. A reportagem diz que a expulsão do participante alavancou em 80% a audiência do famigerado programa.

Pois é, sabe o que me assusta? É que mesmo diante de um programa tão baixo, alguns dos evangélicos teimam em assistir ao BBB. Há pouco fiquei sabendo da existência de irmãos em Cristo que estão jejuando em prol das "sisters" evangélicas, rogando a Deus que as abençoe em sua empreitada.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? O BBB é uma afronta ao bom senso, não é verdade? Lamentavelmente a Vênus Platinada tem promovido um verdadeiro estupro social empurrando goela abaixo do brasileiro tanto valores como conceitos absolutamente imorais e para piorar a situação, muitos dos evangélicos amam dar uma espiadinha.

Prezado amigo, afirmo sem a menor sombra de dúvidas que nós cristãos devemos repudiar com veemência programas deste nipe, pregando àqueles que conosco se relacionam o Evangelho da salvação Eterna, anunciando a todos quanto pudermos que o amor de Cristo é mais prazeroso do que o prazer do pecado.

BBB, eu to fora? E você?

Extraído do blog do Pr Renato Vargens

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A presença de milagres indica que uma igreja é verdadeira?

By André Sanchez

milagres, igreja, falsos profetas, falsos mestresNossa, naquela igreja tem milagres! Deus está ali! Esta é uma frase dita por muitas pessoas que, fascinadas pelos milagres, os usam como referência máxima de que a mão de Deus está no lugar em que os supostos milagres estão.

O fato de uma igreja mostrar o acontecimento de milagres em seu templo prova que ela é uma igreja verdadeira e que seus líderes são verdadeiros servos de Deus?

A resposta é um sonoro não! Isso porque milagres não são referenciais absolutos de que uma igreja prega o verdadeiro Evangelho de Cristo (lembremos que há relatos de milagres em todas as religiões, até nas falsas). Por isso, milagres é um referencial um tanto perigoso, principalmente porque milagres podem ser manipulados.

Milagres manipulados pelo ser humano

Que o ser humano pode usar da arte do teatro para enganar, ninguém discute. Ao adentrar algumas igrejas, ninguém sabe o que se passa por detrás dos cultos. Eu mesmo conheço histórias de pessoas que foram pagas para simular “milagres” em cultos. E de outras que são sugestionadas ou quase hipnotizadas pelo ambiente e habilidade de alguns líderes. A ânsia pelos templos lotados, pelas ofertas e pelo poder tem feito líderes apelarem a certas “mentirinhas” para manter o povo cheio de “fé”. Os milagres, em nossa cultura, são garantia de igreja e cofres cheios, concorda?

Milagres manipulados pelo diabo

Interessante notar que a Bíblia está cheia de advertências nos alertando para ficarmos espertos com sinais e prodígios (dos quais podemos incluir os milagres).

“porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (Mt 24. 24).

“Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira” (2Ts 2. 9).

“Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.” (Ap 13. 12-13)

“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras.” (2Co 11. 14-15)

Ou seja: Sinais e prodígios não são indicadores absolutos de que os que os fazem são de Deus. Pode ser tudo manipulação do mal. Nos textos acima vemos claramente o poder de engano do mal. E onde esse mal irá operar seus enganos? Em algumas igrejas! É lá que ele buscará enganar. É lá que ele fará seus milagres de mentira. É o joio crescendo e tomando seu espaço!

É evidente que não estou negando que haja sinais e prodígios vindos de Deus e feitos através de servos verdadeiros, pois eles existem, e fazem parte da obra de Deus. O que precisa ficar claro é que sinais e prodígios não são os referenciais que provam que algo é de Deus ou não.

Mas qual é o referencial, então?

O referencial é a Bíblia. A igreja verdadeira é apoiada na Palavra. Sendo assim, os cultos são centralizados e apoiados na exposição da Palavra de Deus e na pessoa de Jesus Cristo, que é o centro da Bíblia, e não em milagres ou qualquer outro sinal visível de poder. Assim, devemos avaliar o todo: A tal igreja prega corretamente a Bíblia? Tem tempo suficiente em seus cultos para a exposição da Palavra? Prega heresias como a teologia da prosperidade e o culto aos milagres? Prega doutrinas estranhas que não se enquadram no que a Bíblia diz? Tem ênfase em Jesus Cristo ou nos sinais que fazem seus líderes?

Todas essas questões nos ajudam a avaliar, olhando muito além dos milagres, se uma igreja está verdadeiramente pregando e vivendo a vontade de Deus, ou é palco da manifestação da falsidade enganadora do mal.

Deixo para finalizar uma palavra do apóstolo Paulo, que diz acertadamente: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema (amaldiçoado).” (Gl 1. 08)

Fiquemos alerta! Os milagres existem, mas nem todos são o que parecem ser!

Extraído do blog "Esboçando Idéias"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

É possível ser cristão e ser infeliz?

Sem meias-palavras: é.

E não só é como as igrejas estã abarrotadas de cristãos infelizes. “Que é isso, Zágari, tá maluco? Crente vive feliz da vida com Jesus!” Ok, ok, mas agora vamos deixar de lado os slogans de rádios evangélicas, pôr os pés no chão e refletir um pouco sobre a realidade.

Isso é um fato. Seguir o Evangelho não é garantia de felicidade nesta vida. Na vida eterna sim, mas nesta? Pode esperar sentado. Sim, as igrejas estão lotadas de indivíduos infelizes. Pessoas que fizeram más escolhas e agora precisam conviver com elas, gente doente, solitária, deprimida… ouvem as pregações mas parece que aquilo não faz efeito nenhum. Palavras ao vento. E é aí que entramos nós, eu e você – o Corpo, os instrumentos e os canais do amor de Deus.

Infelicidade em geral se cura ou pelo menos amaina com essa arma secreta que Deus deu a cada um de nós: amor. Traduzido em calor humano. Não adianta eu dizer a alguém que sofre de câncer que Jesus o ama e mandá-lo para casa. Eu preciso abraçá-lo. Chorar com ele. Orar com ele. Amar essa pessoa. Sentir sua dor. Não adianta eu dizer para alguém que se casou pelas razões erradas que agora ele tem de engolir o choro todas as noites e “ter fé em Deus”: eu tenho de emprestar-lhe meu ombro, meus ouvidos, meus conselhos.

Erros que cometemos e são irreversíveis aos olhos do Senhor precisam ser tratados com carinho pela Igreja, com amparo, com oração, com… amor. Não com julgamentos. Com amor. Todos erramos. Eu erro, você erra, o pastor erra. A exortação vem antes de o erro ser cometido. Se dá tempo de se consertar, é o que devemos incentivar. Mas, se ele é irreversível, já era, o que precisamos é dar colo, carinho, afeto, amor e muita, mas muita paciência.

Um homem que matou outro, passou anos na prisão e agora foi tocado por Cristo e se arrepende do crime que cometeu não precisa de dedos na cara. Não precisa de desconfiança. Ele não pode devolver a vida que tomou. Mas se está arrependido e se foi convertido, temos de amá-lo e mostrar-lhe que se ele se arrependeu de fato Deus já o perdoou e ele é bem-vindo em nosso meio. Só falta ele se perdoar. O mesmo com o ladrão. O adúltero. O mentiroso. O canalha. Todos infelizes. Todos já cometeram seus erros – mas podem ser restaurados. Ou pelo menos acalmados. E adivinha só? Por seu intermédio.

Por isso que o desigrejar-se é um erro grave, pois o desigrejado não tem o apoio da congregação. Sofre sozinho. Definha. Morre só e infeliz.

Deus não criou a Igreja à toa. Ele sabia que por trás dos muitos sorrisos na hora do culto haveria corações sangrando. Gente precisando de consolo, com o pensamento distante da mensagem pregada. Homens e mulheres que tomaram decisões erradas e agora colhem os frutos da infelicidade. Casamentos em crise. Famílias destruídas. Mães que choram pelos filhos drogados. Pacientes terminais. Doentes de moléstias crônicas. Seres humanos assombrados pelo passado. Outros, pelo presente. Dor. Dor. E mais dor.

Uma sugestão

Quando o culto acabar, meu irmão, minha irmã, não vá embora da igreja como quem sai de um teatro. Em minha opinião, esse é o momento mais importante do culto. Deus manda amá-lo sobre todas as coisas (o que exprimimos durante o culto na adoração, na oração, na Ceia) e ao próximo como a nós mesmos. E é na hora em que o culto acaba que pomos essa parte do mandamento em prática. Olhe em volta. Enxergue as pessoas. Repare que há algumas que permanecem sentadas, sem forças de levantar. Vá até aquela que tem a infelicidade estampada no olhar e converse com ela. Pergunte se está tudo bem. Se pode ajudá-la. Doe seu tempo. Seja o Cristo que ela não vê. Procure em especial aqueles que se sentam nas ultimas fileiras do santuário. Dê-lhes amor. Dê-lhes amor! Espere, talvez você esteja lendo com pressa, então escrevo de novo:

Dê-lhes… amor.

Amor em forma de ouvir com paciência e interesse suas histórias de vida. De saber o nome do filho que morreu no acidente de moto. De ouvir o desabafo da mulher que chega em casa e tem que dormir com o marido que não ama. De chorar com o portador de HIV que está com falta de ar. De abraçar o solitário. Conte histórias de restauração promovidas por Jesus. Fortaleça a fé do desesperançado. Faça algo!

Faça algo!

Pois tenha a certeza: as igrejas estão cheias de pessoas infelizes. E sim, Deus faz milagres. Mas o maior milagre que Deus pode fazer para ajudar uma pessoa infeliz é tocar no teu coração, meu irmão, minha irmã, para que você não se preocupe apenas com a tua vida, mas ajude a diminuir a infelicidade alheia. E aí, quando a Igreja começar a amar a Igreja, estaremos começando a ser Igreja.

Paz a todos vocês que estão em Cristo

Extraído do blog "Apenas1" do @MauricioZagari
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