sábado, 24 de dezembro de 2011

Deveríamos parar de comemorar o natal?

By André Sanchez

natal, comemoração, festa pagã, nascimento de Jesus CristoComo cristão não posso comemorar o natal, pois é uma festa pagã? Fico muito confuso, pois o natal tem sido muito voltado ao consumismo. O que dizer do papai noel? Não seria melhor os cristãos pararem de comemorar essa data ou mudá-la?

Caro leitor, há muita controvérsia com relação à comemoração do natal. Uns dizem que é uma festa pagã e comemorá-la é estar adorando deuses pagãos. Outros se apoiam no fato de o dia 25 de dezembro não ser o dia real do nascimento de Jesus Cristo. E alguns ainda, por causa do forte apelo comercial da data e a quase adoração ao papai noel, não apoiam a sua comemoração.

Apesar de não termos nenhum texto bíblico apontando para a comemoração específica do nascimento de Cristo, não temos nada na Bíblia que nos proíba de fazê-lo. Pelo contrário, acredito que a comemoração verdadeira no nascimento do Salvador é extremamente positiva para os servos de Deus e para o mundo. Isso porque é uma grande oportunidade de pregação ao mundo sobre o tema central da Bíblia: A vinda ao mundo do Salvador, do Messias, do Filho de Deus que tira o pecado do mundo. Além disso, ao redor dessa data, servos de Deus relembram fortemente a missão do Cristo e têm grandes oportunidades de proclamar ainda mais a Palavra.

É evidente que não concordo com a substituição da comemoração do nascimento de Cristo pelo forte apelo consumista e a exaltação do papai noel, mas, creio eu, que esse fato não é motivo para abandonarmos a comemoração [verdadeira] da data. Lembremos que vivemos em um mundo que “jaz no maligno”, ou seja, qualquer tipo de exposição das coisas de Deus será fortemente resistida pelo mal. Um bom exemplo disso é a páscoa. Na páscoa temos também um forte apelo comercial e a exaltação do coelhinho e do ovo de chocolate. Pararemos de comemorá-la? Calaremos nossa boca porque os ímpios deturpam as coisas?

A ligação do Natal como comemoração do nascimento do Salvador com festas pagãs, pra mim, é um absurdo. Os servos fieis a Cristo não comemoram o nascimento de nenhum Deus pagão e nem associam o Natal a orgias e bebedices. Quem faz isso são os ímpios. Tomar os ímpios como base para proibir o Natal é um absurdo, pois eles deturpam qualquer coisa, mesmo as mais santas.

Quando comemoramos o Natal não imitamos nações pagãs, pois nenhuma nação pagã comemora Jesus Cristo. Nós, Seus servos, é que temos esse privilégio único. Por isso, o Natal é único, exclusivo e especial!

Com relação ao dia 25 de dezembro não ser o dia exato do nascimento de Cristo, não considero fator importante na questão, já que ninguém sabe o dia exato de Seu nascimento. Além disso, todos os dias são de Deus e consagrar a Ele em especial um desses dias para comemorar com mais veemência o nascimento do Salvador sobrepuja qualquer consagração que nações pagãs possam ter feito desse dia. O poder de Deus sobrepuja o poder do diabo. O que Deus santifica não pode ser considerado impuro.

Assim, comemorar o Natal é uma bênção. Buscar trazer para a sociedade a visão clara sobre a missão do Salvador é missão diária de seus servos e, no Natal, se acentua ainda mais, trazendo aos pregadores de Cristo mais uma grande oportunidade de proclamá-Lo e glorificá-Lo por tão grande amor pelos pecadores.

Calar essa comemoração é mais uma artimanha para calar a proclamação mais maravilhosa de todo os tempos: “O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lc 2. 10)

Extraído do blog Esboçando Idéias

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal, uma vez por ano.

 


Depois de montada, árvoe recebeu iluminação especial na Praça Portugal (Foto: Pablyto Leivio / Arquivo Pessoal)

By Ricardo Gondim

Eu era menino e achava que o natal devia acontecer todas as semanas. Depois, na adolescência, pensei que um por domingo era demais. Na vida adulta, acabei me contentando com dois natais: o meu e o de Cristo.

Chego à madureza sem detestar ou supervalorizar o natal.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, alguns saiam da rotina e visitem hospitais, lares de idosos, creches. Sei, sei, isso devia ser feito semanalmente. Concordo, natal serve para aliviar a consciência de quem gastou os outros trezentos e sessenta e poucos dias do ano basicamente com ele mesmo. Mas não sejamos tão cruéis com a humanidade – pequenos gestos valem.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, procuramos nos comportar como o Samaritano da parábola. Mesmo com todo o apelo consumista, intuitivamente, recordamos que Jesus de Nazaré contou aquela estória não só para nos ensinar a ser bons, mas para deixar claro quem viverá com Deus. Certo rapaz perguntou-lhe o que devia fazer para herdar a vida eterna. “Ame a Deus e ao seu próximo”, respondeu o Rabino de Cafarnaum. Como não estava mesmo interessado com a resposta, o mancebo retrucou: “E quem é o meu próximo?” Daí nasceu a parábola: “Um homem viajava por uma estrada deserta e perigosa. Assaltantes o abordaram e tiraram tudo o que possuía; depois de espancar, deixaram o pobre meio morto na beira da calçada. A caminho dos ofícios religiosos, passavam por ali sacerdote e teólogo. A dor do que agonizava não os sensibilizou. Eles não pararam; provavelmente, sem tempo para socorrer o moribundo. Mas um estrangeiro o viu naquele estado miserável e se condoeu. Parou e cuidou dele”. O arremate de Jesus foi contundente: “Aprenda a reconhecer no desconhecido o seu próximo. Se quiser herdar a vida eterna, cuidado, nunca seja indiferente; aja como o samaritano”.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, nos lembramos de reunir família e gente querida ao redor da mesa. Juntos fazemos uma refeição litúrgica e comer se torna um rito sagrado. Avisamos à alma: precisamos parar e esperar uns pelos outros. Dizemos que “com-panhia” (com-pão) tem a ver com a alegria de repartir. De tarde, enquanto se prepara a comida, do forno quente brotam memórias. Empilhados, cada prato tem dono (alguns se foram, meu Deus, quanta saudade!). E o brinde promete continuarmos juntos, venha o que vier. Jantamos. As grades do berço primordial, que um dia nos protegeu, ganham ares de parapeito. As pessoas que amamos são o parapeito, a segurança mínima, que precisamos na vida inclemente, e no precipício do tempo.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, acendemos luzes e, de alguma forma, nos conectamos a Deus, pai das luzes, que não abriga sombra em seu caráter. Se somos ambíguos e sutis em nosso convívio, no natal procuramos ser íntegros. Esforçamo-nos para não deixar o lado cavernoso, dissimulado, escuro, reinar sobre o resto de nossa humanidade. Escrevemos votos de alegria, reanimamos a esperança e apostamos na grandeza do outro.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, celebramos o Deus menino. O reino celestial, nos garantem os Evangelhos, tem características infantis. Cristãos festejam a fragilidade do bebê que dependeu dos braços maternos e das decisões paternas para sobreviver. Esvaziado, humilde e carente, Deus se revelou à humanidade numa estrebaria. Talvez nessa revelação repouse a mais alvissareira mensagem do cristianismo: Deus abraçou a humanidade em sua pequenez. Desde cedo, no desterro do Egito, conviveu com olhares odiosos. Criticado dentro de casa, soube amargar a incompreensão. Caçado e morto por sacerdotes e políticos promíscuos, experimentou o abandono derradeiro. No que sofreu, Jesus se tornou o patrono dos desgraçados, paraninfo dos sem-teto, amigo de proscritos. Ele é o ânimo dos que se desgastam pela justiça; o aceno de esperança para os que nadam contra a correnteza. Nele reside a promessa de que o bem semeado no mar da iniquidade jamais será esquecido.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, cuidamos para que cínicos não tomem conta da vida. Sempre vale a pena celebrar, se acendemos uma centelha, um brilho, nos olhos de algum pobre, doente, idoso, discriminado, exilado, viciado, abandonado. Se não conseguirmos, podemos até fingir que estamos alegres no natal; quem sabe a gente gosta de se sentir alegre e quer repetir o natal em outros dias?

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

foto: árvore de Natal no Ceará [via G1]

Visto no Pavablog

 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Teologia da Prosperidade.

 

By Voltemos ao Evangelho


No vídeo abaixo, John Piper explica porquê a Teologia da Prosperidade é tão nociva a Igreja de Cristo.

Saiba mais sobre os argumentos do vídeo lendo os 12 apelos aos pregadores da prosperidade que Piper faz no e-book abaixo.

  1. Não Tornem o Céu Mais Difícil
  2. Salvem as Pessoas do Suicídio
  3. Advirtam Contra Investimentos Fracos
  4. Desenvolvam Donatários Generosos
  5. Promovam a Fé em Deus
  6. Eliminem os Perigos de Asfixia
  7. Preservem o Sal e a Luz
  8. Não Escondam o Custo
  9. Encorajem o Valor do Sofrimento
  10. Ensine-os o Ide
  11. Separem-se dos Mercadores
  12. Recomendem Cristo como Lucro

Baixe e distribua livremente o e-book abaixo. Há uma versão para impressão caso você queria imprimir folhetos e entregar.

 

Por John Piper. © Desiring God. Website:desiringGod.org

Original: To Prosperity Preachers

Tradução : voltemosaoevangelho.com

 

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